A fisioterapia é importante para treino e recuperação da agilidade, força e equilíbrio, principalmente nos idosos que já tem algum tipo de limitação para a locomoção, geralmente causados por doenças, como osteoartrite, ou após já terem sofrido uma queda. Além disso, as atividades físicas também são recomendados para prevenir quedas, pois são úteis para a preservação da força muscular e coordenação motora, e alguns exercícios mais indicados são tai-chi, caminhada rápida e musculação. Os exercícios na água, como hidroterapia, natação ou hidroginástica, também são muito recomendados, pois oferecem os benefícios de qualquer atividade, mas sem sobrecarregar os músculos e articulações.
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Riscos de queda em idosos em ambiente externo

Os fatores extrínsecos, por sua vez, estão associados ao ambiente físico no qual o idoso se encontra (piso escorregadio, tapetes soltos, objetos em áreas de circulação, ausência de barras de apoio e corrimãos, móveis instáveis e iluminação inadequada). Fatores de risco ambientais também são determinantes para as quedas e não menos importantes que os demais, já que estes estão presentes em aproximadamente 30-50% das quedas. Considerando a repercussão das quedas na saúde dos idosos, bem como nos gastos despendidos no tratamento de suas consequências, se faz importante identificar fatores de risco para as quedas e desenvolver intervenções eficazes para o adequado planejamento de ações preventivas, sejam essas de caráter primário ou secundário.
Algumas causas que ocasionam esses riscos:
• Iluminação ineficiente nos postes e escadas das ruas;
• Calçadas irregulares;
• Desnivelamento do solo;
• Paralelepípedos soltos;
• Pisos molhados e escorregadios;
• Degraus e calçadas muito altas;
• Ausência de corrimão nas escadas;
• Calçados inadequados;
• Imprudência dos motoristas de ônibus, os quais não esperam os idosos entrarem e se acomodarem no transporte público.
Riscos de queda em idosos em ambiente domiciliar
Os riscos dependem da frequência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.
Como evitar quedas em idosos e agir caso elas ocorram
Embora as quedas apresentam grande perigo para quem está na terceira idade, alguns hábitos simples e pequenas dicas podem evitar acidentes e garantir a segurança do idoso. Veja alguns exemplos:
- Praticar atividades físicas que fortaleçam a musculatura e aumentem a flexibilidade;
- Se manter hidratado e ter uma alimentação balanceada;
- Realizar consultas médicas e exames de rotina periodicamente;
- Deixar os cômodos do lar com menos móveis e objetos que possam se tornar obstáculos;
- Manter os cômodos bem iluminados;
- Garantir que o piso esteja sempre seco e sem tapetes (ou com antiderrapantes);
- Ajustar a altura da cama e do vaso sanitário;
- Instalar barras de apoio em locais estratégicos (paredes, no banheiro, perto da cama do idoso, entre outros).
No entanto, se mesmo com todos esses cuidados o idoso ainda assim sofrer uma queda, é fundamental saber como agir em tal situação. Nesse caso, é essencial realizar o socorro de forma ágil – já que, quando o acidentado é atendido dentro de até uma hora, as chances de ele ter sequelas é muito menor.
Durante o período de recuperação do acidente, a família deve ficar atenta para não reforçar o medo da queda. É comum que os familiares, na tentativa de proteger o idoso, acabem contribuindo para a fobia. Restringindo o idoso de atividades que ele costumava praticar, o lembrando sempre da possibilidade de novas quedas e interferindo na sua autonomia.
É preciso que os riscos sejam diminuídos para que novos acidentes sejam evitados. Mas, deve se ter cuidado, também, em não restringir a pessoa de sua vida social, impactando na qualidade de vida.
Consequências de queda em Idosos
Os dados comprovam como a queda na terceira idade é algo grave. As quedas de própria altura são a principal causa de morte acidental em pessoas com idade acima de 65 anos. Além de fatais, esses acidentes podem também gerar outras consequências, como:
- Escoriações e lesões;
- Fraturas no fêmur proximal (região do quadril);
- Fraturas nos membros superiores (ombro e punho).
Outros reflexos podem ser sentidos muito além das lesões geradas sobre o acidente em si. Isso porque a falta de mobilidade e a dependência, características de um período pós-queda, podem acarretar em acúmulo de secreções nos pulmões, pneumonia, distúrbios gastrointestinais, infecção do trato urinário, diminuição do fluxo sanguíneo, osteoporose, AVC e até demência.
Os reflexos psicológicos também se encontram ligados a esse tipo de acidente – doméstico ou não. A Síndrome Pós Queda e a Ptofobia (medo de assumir postura de pé ou de andar) podem surgir em conjunto em idosos acidentados.
A Síndrome do Pós Queda é caracterizada por um pavor descontrolado de andar novamente. Quem vivencia uma queda acaba prejudicando a autoconfiança. Sendo assim, desenvolve um sentimento de culpa que gera o medo de andar e cair novamente. E caso outra queda realmente acontecer, a Síndrome tende a se agravar severamente.
Nestes casos, é comum que o idoso possua mudanças no caminhar, no equilíbrio e reduza suas atividades do cotidiano, acarretando na falta de condicionamento físico. Consequentemente, na maior propensão à queda; assim se inicia um ciclo vicioso. Além disso, o medo de caminhar faz com que quem sofre da Síndrome Pós Queda. O idoso acaba se isolando, o que pode desenvolver a depressão.
Porque o Idoso está mais suscetível a queda?
A queda em idosos representa um risco alto para a saúde das pessoas da terceira
idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado
(Sbait), no mundo, a cada segundo, pelo menos um idoso sofre uma queda, seja em
casa ou na rua. Embora cada vez mais a terceira idade esteja se afastando
daquela imagem de um idoso doente, debilitado e dependente, isso não quer dizer
que essa fase da vida não requer cuidados especiais. Quando o assunto é queda em
idosos, entender a gravidade desses acidentes, conhecer suas causas mais comuns
e, além disso, saber como evitar tais situações é fundamental. De acordo com a
Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait), um em
cada quatro idosos já sofreu uma queda. Após os 60 anos, é natural que o corpo
humano apresente falta de equilíbrio, fraqueza muscular e redução da capacidade
funcional. Fatores que facilitam a ocorrência de quedas.
Idosos e possíveis limitações
Estudos revelam que cerca de 40% dos indivíduos com 65 anos ou mais de idade precisam de algum tipo de ajuda para realizar pelo menos uma tarefa, como fazer compras, cuidar das finanças, preparar refeições e limpar a casa. Uma parcela menor, 10%, requer auxílio para realizar tarefas básicas como tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, alimentar-se, sentar e levantar de cadeiras e camas. Para cada idoso de alta dependência que se encontra institucionalizado, há dois sendo cuidados em casa pela família (Camargo, 2010). O predomínio do sexo feminino e do estado civil casado entre os cuidadores corroborou dados publicados na literatura, evidenciando que as mulheres exercem a atividade de cuidar em função de raízes históricas, culturais, sociais e afetivas.
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Papel da Fisioterapia na prevenção de quedas em idosos
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